Honda CRF1150L Africa Twin Enduro Sports 27YM
Já passaram quase 40 anos desde que a Africa Twin XRV650 saiu das linhas de produção e mudou para sempre o mercado Europeu; apesar de a moto que agora transporta este nome – lançada em 2016 com o nome CRF1000L Africa Twin – não partilhar nenhum dos componentes do modelo antigo, este novo modelo herdou do modelo original toda a essência e o espírito que tornaram a Africa Twin original tão popular. Era o equilíbrio entre a potência e o baixo peso que estava no centro do apelo da moto original – tal como no novo modelo. Com sua aparência atlética e única, um motor agradável e de elevada capacidade de utilização, e uma ciclística eficaz e confortável, a CRF1000L Africa Twin provou ser um modelo verdadeiramente polivalente dos dias modernos e tem sido extremamente popular entre os condutores de aventura de todo o mundo, bem como para quem se desloca na cidade ou apenas usa a moto para as viagens de turismo de fim de semana.
Em 2018, a Africa Twin, tanto na versão com transmissão manual como na versão com transmissão de dupla embraiagem (DCT), ganhou o acelerador eletrónico (TBW), opções alargadas de modos de condução e um sistema de controlo de tração variável melhorado (o sistema HSTC), dando ao condutor maior controlo e adaptabilidade numa gama mais ampla de condições. As revisões nos sistemas de admissão e escape também melhoraram as respostas do motor e a qualidade do som. A própria plataforma foi ampliada com a introdução da Africa Twin Adventure Sports, apresentando uma melhor proteção contra o vento, maior autonomia de combustível e uma suspensão de maior curso, alargando ainda mais as capacidades de percorrer longas distâncias da moto.
Para o modelo de 2020, a introdução de um motor de 1084 cm³ com maior capacidade e um curso mais longo representou outro marco evolutivo. A capacidade de fazer viagens de turismo da CRF1100L Africa Twin Adventure Sports* foi ainda mais melhorada com a adição da opção da suspensão eletrónica Showa Electronically Equipped Ride Adjustment (Showa EERA™). Ao mesmo tempo, a própria CRF1100L Africa Twin foi redesenhada com um estilo mais agressivo e compacto, inspirado nos ralis. Para além do aumento de potência e binário, a moto ficou também significativamente mais leve, mas mantendo-se fiel aos princípios fundamentais estabelecidos há tantos anos.
Para o modelo de 2022, as configurações refinadas da transmissão DCT e o porta-bagagens traseiro em alumínio de série melhoraram ainda mais a utilização no dia a dia. 2024 marcou outra evolução significativa, trazendo uma opção de suspensão eletrónica, aumento do binário do motor, otimização adicional da transmissão DCT e níveis de equipamento melhorados.
A popularidade da Africa Twin, que "regressou", perdurou durante uma década inteira. Desde a sua reintrodução, o modelo tornou-se a segunda moto mais popular no segmento Adventure com cilindrada superior a 1000 cm³ na Europa, com mais de 120 000 unidades vendidas. Constantemente entre as três motos de tamanho normal mais vendidas da Honda, a Africa Twin conquistou uma legião de fãs excecionalmente leais em todo o continente.
Agora, para 2027, uma década após a chegada da CRF1000L, inicia-se um novo capítulo. A mais recente geração da CRF1150L Africa Twin tem uma versão Enduro Sports. Ao lado da nova CRF1150L Africa Twin, da CRF1150L Africa Twin Adventure Sports e da CRF1150L Africa Twin Adventure Sports Honda SENSING RIDE, esta versão Enduro Sports simplifica o modelo de referência, preparando-o para uma ação off-road completa, mas mantendo as qualidades fundamentais que fazem dela uma proposta tão versátil.
Conceito de desenvolvimento da CRF1150L Africa Twin Enduro Sports:
"Fun Anywhere. Blaze a Trail!" (Diversão em Qualquer Lugar. Abra o Caminho)
A novíssima CRF1150L Africa Twin Enduro Sports de 2027 foi desenvolvida para quem procura as melhores performances off-road, mantendo a versatilidade fundamental que define o nome Africa Twin. Partilhando a mesma plataforma principal com a CRF1150L Africa Twin de última geração, esta versão combina performances melhoradas, peso reduzido e chassis especificamente desenvolvido para oferecer uma capacidade excecional nos terrenos mais exigentes.
Na sua essência, está o mesmo motor bicilíndrico paralelo de 1131 cm³, amplamente revisto, encontrado em toda a gama Africa Twin de 2027. A potência máxima aumentou em mais de 12 kW, atingindo os 87,5 kW, com o binário a subir mais de 7 N·m, para 119 N·m, graças ao aumento da cilindrada, um sistema de admissão redesenhado, corpos de aceleração de maior diâmetro, comando de válvulas e cabeça revistos, e uma taxa de compressão mais elevada. O cliente pode optar por uma caixa manual de seis velocidades ou pela caixa DCT de dupla embraiagem e seis velocidades da Honda.
Um conjunto de modos de condução revistos melhora a adaptabilidade a diferentes condições. As novas configurações por defeito SPORT, TOURING, URBAN e RAIN são complementadas pelo modo OFFROAD e pelo novo modo OFFROAD+, desenvolvido especificamente para terrenos mais exigentes. Todos os modos de condução oferecem agora personalização dentro do próprio modo, permitindo adaptar o comportamento da moto às suas preferências individuais.
Tal como a própria Africa Twin base de 2027, a versão Enduro Sports beneficia de um chassis mais leve. Juntos, o quadro em aço e o braço oscilante em alumínio são 1,4 kg mais leves do que os do Africa Twin de 2026, enquanto o centro de gravidade foi rebaixado pela centralização do principais componentes e pela introdução de um depósito de combustível secundário posicionado debaixo do banco do condutor.
A posição de condução também foi refinada, com um guiador mais estreito montado mais alto e mais à frente, enquanto os poisa-pés foram movidos para dentro e para trás. A espessura e o contorno da espuma do banco foram revistos para melhorar o conforto do condutor, com uma altura deste componente ajustável entre 870 e 890 mm. O peso em ordem de marcha é de 228 kg para o modelo de caixa manual.
A suspensão concebida especificamente para o todo-o-terreno reforça o foco da Enduro Sports neste segmento. A forquilha invertida Showa de 49 mm e cartucho fechado é totalmente ajustável, e tem 240 mm de curso, enquanto o amortecedor traseiro Showa, também totalmente ajustável, funciona através do sistema Pro-Link da Honda, com 230 mm de curso no eixo traseiro. A altura ao solo é de 260 mm, reforçando a capacidade da moto para enfrentar terrenos exigentes com toda a confiança.
A travagem é assegurada por duas pinças dianteiras radiais de quatro êmbolos, que atuam sobre discos flutuantes de 310 mm; este sistema é complementado por um disco traseiro de 256 mm. A combinação de jantes raiadas de 21 polegadas à frente e 18 polegadas atrás está equipada com pneus tubeless nas medidas 90/90-21 e 150/70-18, combinando durabilidade e facilidade de reparação em viagens longas.
O estilo inspira-se diretamente nas motos de rally do departamento de competição da Honda, o HRC. A postura objetiva com as massas concentradas à frente, a carenagem traseira minimalista e o guarda-lamas dianteiro em posição elevada comunicam claramente a intenção off-road da moto, enquanto os faróis duplos de LEDs têm baixo peso; o para-brisas é compacto e completa este design focado.
A tecnologia e a conectividade são igualmente avançadas. O ecrã táctil TFT a cores de 7 polegadas tem um visor de informações de 5,7 polegadas e um visor off-road dedicado e uma função de bússola. A operação é feita através do ecrã tátil e de novos interruptores retroiluminados concebidos para uma utilização intuitiva em todas as condições.
Para maior comodidade, o veículo dispõe de uma ficha USB-C para carregamento posicionada atrás do ecrã, bem como protocolos de conectividade sem fios Apple CarPlay® e Android Auto® de série. O sistema de chave inteligente Honda SMART Key controla a ignição, a tranca da direção e a tampa do depósito de combustível, enquanto o sistema de controlo da velocidade de cruzeiro e os protetores de mãos também são equipamento de série.
A Honda CRF1150L Africa Twin Enduro Sports de 2027 estará disponível apenas na cor exclusiva Vermelho Extreme.
Motor
O novo motor bicilíndrico paralelo de 1131 cm³ está no coração do programa de desenvolvimento da CRF1150L Africa Twin de 2027. Oferecendo mais potência e binário em toda a gama de rotações, o motor reforça a reputação da moto pela sua versatilidade sem esforço, seja a percorrer longas distâncias em autoestradas, a enfrentar trilhos exigentes ou simplesmente a desfrutar da condução do dia a dia.
Os números falam por si. A potência máxima aumenta 16,5 %, atingindo os 87,5 kW às 7.500 rpm, enquanto o binário de pico sobe para 119 N·m às 5.750 rpm, contra 75 kW às 7.500 rpm e 112 N·m às 5.500 rpm, respetivamente. A cilindrada aumenta para 1131 cm³ com um aumento de 2 mm no diâmetro, para 94,0 mm, mantendo-se o curso de 81,5 mm. A taxa de compressão também aumenta significativamente, de 10,5 : 1 para 12,1 : 1, contribuindo para performances mais forte em toda a gama de rotações.
O resultado são acelerações visivelmente mais fortes, melhores respostas nas reprizes e ainda maior capacidade para viagens de longa distância. Embora a velocidade máxima permaneça inalterada, a Africa Twin oferece agora respostas mais imediatas em todas as mudanças, da primeira à quinta. A condução em velocidade de cruzeiro em autoestrada também está mais descontraída, com a relação de transmissão revista a reduzir a rotação do motor.
Para alcançar estes ganhos, foi necessário um desenvolvimento abrangente em todo o conjunto do motor. O fluxo de ar, desde as condutas de admissão de maior diâmetro, passando pela caixa de ar e chegando às portas de admissão, foi redesenhado para melhorar a eficiência, aumentando tanto a potência como as respostas do acelerador. Os corpos de aceleração de maior diâmetro, 52 mm (anteriormente eram de 46 mm), alimentam as câmaras de combustão de maior compressão, enquanto o acesso ao filtro do ar também foi simplificado para facilitar a manutenção de rotina.
O comprovado conjunto de válvulas SOHC Unicam da Honda, derivado da proposta de competição no motocross, a CRF450R , continua a ser fundamental para o design compacto do motor. A árvore de cames fundida, montada na parte inferior, permite obter uma cabeça compacta, enquanto as revisões no design das portas e da câmara de combustão suportam a maior taxa de compressão e os requisitos de fluxo de ar melhorados.
Outros melhoramentos incluem a revisão da sincronização da árvore de cames, da elevação das válvulas e das especificações das molas das válvulas. O diâmetro das válvulas de admissão aumenta 1 mm, para 37,5 mm, enquanto as válvulas de escape foram revistas no seu perfil. Para garantir maior durabilidade a longo prazo, a largura da corrente de distribuição foi aumentada e o tensor, a guia e a placa da corrente de distribuição foram otimizados.
O desenvolvimento dos componentes internos estende-se por todo o motor. Os novos pistões apresentam perfis de coroa, saias e cavilhas revistos, juntamente com segmentos redesenhados (compressão, raspador e controlo de óleo), enquanto as bielas e a cambota foram reequilibradas para suportar o aumento das pressões de combustão.
A sensação caraterística do motor continua a ser um ponto diferencial em relação às outras. A cambota a 270° e o intervalo de ignição irregular continuam a dar o pulso e as caraterísticas de tração distintas pelas quais a Africa Twin é reconhecida. As vibrações secundárias são neutralizadas pela ação recíproca dos pistões, enquanto os veios de equilibragem biaxiais revistos gerem eficazmente as forças de inércia primárias e de acoplamento, garantindo uma operação suave em toda a gama de rotações.
A arquitetura do motor em si permanece altamente compacta. Os cárteres divididos horizontalmente albergam uma bomba de água integrada na carcaça da embraiagem, enquanto o termóstato está incorporado na cabeça do motor. As versões com transmissão manual e transmissão de dupla embraiagem (DCT) partilham os mesmos cárteres, diferindo apenas em pequenos detalhes exteriores. Tanto a bomba de água como a de óleo são acionadas pelos veios de equilibragem do motor, contribuindo para a eficiência da disposição dos elementos.
O cárter semisseco no fundo do motor armazena óleo na secção inferior do motor, permitindo obter uma profundidade reduzida e ajudando a minimizar a altura total do motor. Para o modelo de 2027, as passagens internas de óleo também foram revistas.
A versão com transmissão manual recebe uma embraiagem revista, concebida para lidar com o aumento de potência e binário, enquanto as relações de caixa revistas contribuem para as acelerações mais fortes e uma condução mais descontraída. O tratamento de superfície revisto das forquilhas das mudanças melhora ainda mais a qualidade e a durabilidade da caixa.
Para completar o conjunto, os coletores duplos foram redesenhados a montante do catalisador para alcançar o equilíbrio ideal entre emissões e a entrega de potência.
Conjunto Eletrónico do Motor
A gestão do acelerador eletrónico TBW, juntamente com a unidade IMU de medição de inércia de seis eixos e a Unidade de Controlo Eletrónico (ECU), mantêm-se no centro do pacote eletrónico e agora, com apenas uma mudança de modo, o condutor pode ajustar a potência, o caráter e a sensação do motor para se adequar às condições ou à situação de condução. O sistema oferece níveis ajustáveis de Potência do Motor (EP - Engine Power) e de efeito travão-motor (EB - Engine Braking). Novidade para 2027: há dois níveis de resposta do acelerador, Dynamic ou Comfort, integrados nos modos de condução de série. Agora, é possível fazer ajustes aos parâmetros-base dentro de cada modo de acordo com a preferência do utilizador (USER).
Há sete níveis de controlo de tração variável (através do sistema HSTC), com a quantidade de intervenção de cada nível otimizada para funcionar com as informações em tempo real dadas pela unidade IMU. O controlo também foi otimizado para dar ao condutor um nível extra de controlo sobre a tração do pneu traseiro em terrenos acidentados. O sistema de controlo anticavalinho (WC - Wheelie Control) também está integrado. O sistema HSTC continua a poder ser completamente desativado.
A CRF1100 Africa Twin tinha quatro modos de condução de origem: TOUR, URBAN, GRAVEL e OFFROAD. Estes foram alterados, tanto para a Africa Twin "standard" como para a versão Enduro Sports, passando a ser os seguintes: SPORT, TOURING, URBAN, RAIN, OFFROAD e OFFROAD+. Todos os modos podem ser ajustados pelo condutor a partir das suas combinações básicas.
Transmissão de Dupla Embraiagem (DCT)
A Honda já vendeu mais de 330 000 motos equipadas com DCT em toda a Europa desde que o sistema apareceu pela primeira vez como opção na VFR1200F em 2009. Como prova da sua aceitação na Europa, em 2025 as versões DCT da CRF1100L Africa Twin representaram 49 % das vendas do modelo, subindo este valor para 68 % no caso da Africa Twin Adventure Sports.
O DCT proporciona mudanças de velocidade consistentes, ultrarrápidas e perfeitamente suaves, tornando a sua utilização intuitiva desde os primeiros quilómetros. São usadas duas embraiagens: uma para o arranque e para a 1.ª, 3.ª e 5.ª velocidades; a outra embraiagem serve a 2.ª, 4.ª e 6.ª velocidades, com o veio primário de cada embraiagem localizado no interior, oferecendo assim uma montagem muito compacta.
Cada embraiagem tem controlo independente pelo seu próprio circuito electro-hidráulico. Quando ocorre uma mudança, o sistema pré-seleciona a mudança seguinte através da embraiagem que não está a ser usada. Depois, a primeira embraiagem é desengrenada eletronicamente, ao mesmo tempo que a segunda embraiagem engrena. Isto resulta numa condução muito suave e confortável, com mudanças rápidas e ininterruptas. Por outro lado, como as duas embraiagens transferem a potência de uma mudança para a mudança seguinte com o mínimo de interrupção de tração à roda traseira, isto resulta numa redução quase a zero dos níveis de choque nas trocas de velocidade, contribuindo ainda mais para a sensação de mudanças diretas e suaves desta caixa.
Outras vantagens da utilização da caixa DCT incluem alta durabilidade (porque não é possível danificar os carretos já que o sistema é automático, tornando assim impossível falhar mudanças), a impossibilidade de deixar o motor ir-se abaixo, menos esforço do condutor na condução urbana, menos cansaço para o condutor e maior capacidade de este se focar nas linhas de trajetória e nos pontos de travagem.
Este sistema tem três modos de funcionamento. O modo MT oferece controlo manual total, permitindo engrenar as mudanças através dos botões no punho. O modo D é ideal para a condução em cidade e em vias rápidas, oferecendo ainda uma eficiência otimizada dos consumos. O modo SPORT oferece uma condução mais desportiva, com a ECU a fazer com que o motor acelere um pouco mais antes de engrenar a mudança de velocidade, e a engrenar a mudança de velocidade mais cedo quando se desacelera para uma travagem extra do motor.
A comprovada transmissão DCT da Honda permite uma intervenção manual imediata, caso seja necessário – basta o condutor selecionar a mudança necessária com os botões do punho esquerdo. Depois e na altura certa, a caixa DCT regressa ao modo automático, consoante a abertura do acelerador, a velocidade do veículo e a mudança engrenada.
A transmissão DCT oferece uma sensação natural e suave, tanto no arranque inicial e a baixa velocidade, e utiliza novos padrões de mudança de velocidades para acompanhar o aumento do desempenho do motor. O sistema aproveita o binário extra do motor, reduzindo mais cedo e utilizando a deteção de curvas – ajustando o programa de mudanças de velocidade para mudanças mais naturais – consoante o modo de condução selecionado.
A transmissão DCT da CRF1150L Africa Twin Adventure Sports está também totalmente equipada para operar num ambiente de aventura, com uma funcionalidade todo-o-terreno melhorada através de dois modos de condução específicos. A ativação do modo OFFROAD melhora a sensação de tração disponível e o controlo da moto, reduzindo a quantidade de patinagem da embraiagem durante as mudanças de velocidade. O modo OFFROAD+ vai mais além, permitindo optar pelo programa de mudanças. A funcionalidade adicional do sistema DCT é a deteção de inclinações, que adapta o padrão das mudanças em função do grau de inclinação para oferecer um melhor controlo.
Ciclística
· Novo design do chassis com depósito de combustível secundário debaixo do banco, assegura um baixo centro de gravidade
· Novo quadro de berço semi-duplo em aço e braço oscilante em alumínio são 1,4 kg mais leves
· Nova forquilha invertida de 49 mm de cartucho fechado e monoamortecedor traseiro Pro-Link, ambos totalmente ajustáveis
· Pinças de travão radiais de quatro êmbolos com montagem radial de duas peças, discos flutuantes ondulados de 310 mm
· Jantes raiadas de 21 polegadas à frente e 18 polegadas atrás, pneus tubeless nas medidas 90/90-21 e 150/70-18
O chassis da CRF1150L Africa Twin teve um desenvolvimento exaustivo focado na redução do centro de gravidade, mas preservando a silhueta distinta da moto e a sua versatilidade. A inspiração veio da lendária NXR750, que conquistou quatro vitórias consecutivas no rally Paris-Dakar entre 1986 e 1989. Tal como aquela moto de corrida construída pelo HRC, a nova Africa Twin adota um depósito de combustível secundário posicionado debaixo do banco, permitindo um nível de combustível mais baixo no depósito principal e contribuindo significativamente para a centralização das massas.
Este novo arranjo faz parte de uma estratégia mais ampla de otimização do espaço. O posicionamento cuidadoso dos principais componentes, incluindo a bateria, a ECU, a tampa do bocal de abastecimento de combustível e a caixa do filtro de ar, mantém o centro de gravidade baixo. O benefício é uma moto que se sente mais ágil e mais estável, seja a manobrar a baixas velocidades ou a percorrer longas distâncias a alta velocidade.
O quadro de aço semi-duplo berço também foi completamente otimizado. A cabeça do motor tem agora um suporte revisto que melhora a eficiência da rigidez, permitindo alterações nas secções transversais do quadro e na espessura das paredes que reduzem o peso deste componente em 0,8 kg. O desenvolvimento complementar estende-se ao braço oscilante de alumínio, que é 0,6 kg mais leve e ajustado para complementar o equilíbrio de rigidez revisto do quadro. Um subquadro de alumínio aparafusado completa este conjunto de chassis leve.
Apesar destas revisões, a Africa Twin mantém a sua comprovada geometria central. A distância entre eixos é de 1.585 mm, com um ângulo da coluna de direção de 27,5° e um eixo de arraste (trail) de 117 mm. O peso em ordem de marcha é de 228 kg para o modelo com transmissão manual e de 239 kg para a versão com caixa DCT de dupla embraiagem.
Forquilhas Showa USD de cartucho fechado de 49 mm totalmente ajustáveis, com especificações CRF450RALLY, substituem as anteriores forquilhas USD de 45 mm. O amortecedor traseiro totalmente ajustável continua a atuar através do sistema Pro-Link. O curso da suspensão dianteira é de 240 mm, o curso da roda traseira é de 230 mm e a distância ao solo é de 260 mm (Africa Twin: 220 mm / 210 mm / 240 mm).
A travagem é assegurada por pinças dianteiras radiais compactas de quatro êmbolos, que atuam em discos duplos flutuantes ondulados de 310 mm com pastilhas de travão sinterizadas. Atrás, o disco ondulado de 256 mm é perfurado e tem um perfil específico; estes aspetos foram concebidos para otimizar a sensação e o controlo da roda traseira.
A Africa Twin Enduro Sports usa uma combinação de jantes raiadas de 21 polegadas à frente e de 18 polegadas atrás, equipadas com pneus tubeless, tal como visto na própria Africa Twin. Esta combinação permite a reparação de furos sem necessidade de retirar a jante. Os raios em aço inoxidável contribuem para a durabilidade, enquanto as medidas dos pneus permanecem em 90/90-21 à frente e 150/70-18 atrás.
Os pneus que vêm de série na moto são os Metzeler Karoo Street, nas especificações 90/90-21M/C 54H à frente e 150/70-18M/C 70H atrás. Quem procura um maior desempenho fora de estrada podem também optar pelos pneus de tacos Michelin Anakee Wild, disponíveis nas especificações 90/90-21M/C 54R TL e 150/70-18M/C 70R TL.
Estilo e equipamento
· O novo e robusto estilo de rally reflete as sérias intenções todo-o-terreno, desde o guarda-lamas dianteiro em posição elevada até à traseira minimalista.
· Faróis duplos de LEDs e para-brisas compactos.
· Guiador mais estreito, posicionado mais à frente e mais alto; poisa-pés mais recuados e ligeiramente mais para dentro
· Banco de contorno revisto para maior conforto
· Novo painel com ecrã de 5,7 polegadas/ecrã TFT a cores de 7 polegadas de arranque mais rápido e protocolos de conectividade sem fios Apple CarPlay® e Android Auto®
· Conjunto de interruptores simplificado e retroiluminado e ficha USB-C
· Sistema de chave inteligente Honda SMART Key para ignição, tranca da direção e tampa do depósito de combustível
A CRF1150L Africa Twin Enduro Sports adota o conceito de design Premium OFF Adventure, inspirando-se diretamente nas motos de competição de rally do HRC da Honda. Todos os aspetos da sua aparência foram moldados para enfatizar a capacidade todo-o-terreno, proporcionando um visual focado e funcional que comunica claramente o ambiente para o qual a moto foi concebida.
A versão Enduro Sports apresenta um perfil frontal distintamente mais compacto e agressivo do que qualquer versão anterior. Os faróis duplos de LEDs são ultracompactos e estão posicionados por baixo de um para-brisas esguio, criando uma assinatura visual leve e reforçando o carácter de inspiração rally deste modelo. Atrás, um farolim de LEDs redesenhado apresenta uma lente com corte S-Glitter, melhorando a clareza e complementando o estilo limpo e minimalista.
A silhueta geral adota uma postura pronunciada com as massas concentradas à frente e uma traseira minimalista que reflete a ênfase da moto na agilidade e no desempenho fora de estrada. Para além do impacto visual, este novo design também incorpora uma série de melhorias ergonómicas destinadas a melhorar o controlo do condutor em terrenos exigentes.
Em comparação com a CRF1100L Africa Twin, o guiador está agora 10 mm mais estreito e posicionado 10 mm mais alto e mais à frente, enquanto os apoios para os pés estão montados 20 mm mais para dentro e 10 mm mais atrás. Em conjunto, estas alterações criam uma posição de condução que oferece conforto tanto sentado como um controlo seguro em pé quando se conduz fora de estrada.
Com uma capacidade de combustível de 18,8 litros, graças ao sistema de depósito duplo, a Enduro Sports tem uma autonomia potencial de aproximadamente 370 km. O consumo de combustível é de 5,1 L/100 km (19,6 km/l) em modo WMTC para as variantes com transmissão manual.
O conforto nas distâncias mais longas também foi ainda mais melhorado através de revisões na construção do banco. A espessura da espuma na área de contacto das ancas do condutor foi aumentada, enquanto o estofamento adicional na parte traseira melhora o apoio durante as viagens prolongadas. A altura do banco continua a poder ser ajustada entre 870 mm e 890 mm.
A tecnologia presente na moto dá um grande passo em frente com a introdução de um sistema de instrumentos e infoentretenimento completamente redesenhado. Um novo visor de informação de 5,7 polegadas integra-se num ecrã táctil TFT a cores de 7 polegadas, enquanto o tempo de arranque foi reduzido em aproximadamente 70 %, para apenas 5 segundos. A colagem ótica melhora a visibilidade em diferentes condições de luz e um visor dedicado para todo-o-terreno incorpora uma função de bússola para mais facilidade de navegação ao conduzir em fora de estrada.
A conectividade também foi melhorada. Os protocolos Apple CarPlay® e o Android Auto® estão agora disponíveis sem fios, permitindo aceder diretamente através do visor às funções de navegação, comunicação e música. A orientação de navegação detalhada e as informações multimédia podem ser configuradas como widgets no ecrã principal, enquanto a função de intercomunicador e a funcionalidade de comunicação de três vias melhoram ainda mais a comodidade de condução.
A operação é feita através de um novo conjunto de interruptores retroiluminados intuitivos, enquanto a ficha USB-C para carregamento, posicionada atrás do painel, permite um acesso conveniente a energia para dispositivos pessoais. O novo sistema de chave inteligente Honda SMART Key agora aciona a ignição, a tranca da direção e a tampa do depósito de combustível O sistema de controlo da velocidade de cruzeiro e as proteções de mão são equipamento de série.
A parte da segurança inclui a funcionalidade de sinalização de paragem de emergência (ESS) integrada nos piscas dianteiros e traseiros. Nas travagens fortes acima de 50 km/h, as luzes de emergência piscam automaticamente para alertar os utentes da via que vêm atrás. O sistema de piscas de direção também tem uma função de cancelamento automático inteligente, comparando os dados de velocidade das rodas dianteira e traseira para calcular o momento apropriado para desativar a sinalização de acordo com a situação de condução. Esta função de cancelamento automático pode ser desativada, se o condutor assim preferir.
Apoiando a ambição a longo prazo da Honda de ter impacto ambiental zero até 2050 através de iniciativas de Neutralidade de Carbono, Circulação de Recursos e Energia Limpa, a CRF1150L Africa Twin Enduro Sports incorpora diversos materiais ecológicos na sua construção. O polipropileno reciclado pós-industrial (PIR PP) e a poliamida (PIR PA) são materiais utilizados na base do banco e no suporte do guarda-lamas traseiro, enquanto o para-brisas é fabricado em DurabioTM derivado de grânulos de milho não comestíveis. O polipropileno reciclado pós-consumo (PCR PP) é também utilizado nos componentes do chassis em resina colorida.
Acessórios
Uma vasta gama de Acessórios Originais Honda está disponível para a CRF1150L Africa Twin Enduro Sports, complementando a sua vocação mais aventureira fora de estrada com soluções concebidas para a aventura, proteção e utilização quotidiana.
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